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Era uma escola muito engraçada…

ponte-debateVinícius de Moraes escreveu os versos de “A Casa”. Que dizia: “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada (…)”. E há algum tempo atrás eu descobri uma escola muito diferente que para mim terminava sendo tão engraçada quanto a casa do Vinícius, pois não tinha aula, série, prova, sala de aula, turma, reprovação e muitas outras coisas que vemos nas escolas que conhecemos. “E que escola maluca é essa ?”, você pode estar perguntando. É a Escola da Ponte. Quem falava muito dela era a Evelane, minha esposa. Ela só vivia falando que queria se mudar para Portugal e colocar os nossos filhos para estudarem lá na Ponte. E eu dizia que era exagero dela, mas quando li o livro “A Escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir” do Rubem Alves, fiquei deslumbrado. Na Ponte não havia nada daquilo que falei no início do texto, mas há: cooperação, autonomia, participação, ensino individualizado, respeito ao ritmo de cada um, apreendizado baseado no interesse do educando, cidadania, solidariedade, liberdade, … Só para você ter uma idéia, quem apresentou a escola ao Rubem Alves não foi o seu diretor, mas uma aluna de 10 anos de idade!!! E é uma escola que tem trabalhado de forma diferenciada desde 1975. Boa parte do livro pode ser lida a partir deste link. Vale a pena conferir.

ponte-assembleia

Um interessante pensamento do Prof. Celso Vasconcellos sobre a Ponte: “O projeto tem sua centralidade na pessoa. A Ponte é uma escola em que a pessoa é fundamento e finalidade do trabalho educativo.”

Dessa vez vou ficando por aqui, mas saiba que ainda falarei bastante sobre a Escola da Ponte e sobre outras experiências educacionais que se inspiram nela.

Para saber mais sobre a Escola da Ponte acesse:

Categorias:Educação Tags:
  1. 04/01/2009 às 16:57

    Grande Regis,

    obrigado por ter me apresentado esse livro.🙂

    Apesar de não ser um estudioso da educação, o livro da Escola da Ponte realmente foi revolucionário pra mim. Ele me mostrou que podemos aprender com tudo e com todos, sem restrição; e que cada um de nós precisa de uma atenção especial (por ser único) e tem o seu “jeito secreto de aprender”.

    Abraços

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