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Archive for dezembro \27\UTC 2008

Hino da Escola da Ponte – Aprender a Estudar

Eis o lindo hino da Escola da Ponte:

Aprender a Estudar

Estudar não é só ler nos livros que há nas escolas,
É também aprender a ser livre e sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante e, às vezes urgente,
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a crescer, mas também a sonhar.
É preciso aprender a viver, aprender a estudar.

Estar na Escola da Ponte é estudar,
Estar contente consigo é estudar,
Aprender com os outros, aprender contigo,
E ter um amigo também é estudar.

Estudar também é repartir, também é saber dar
O que a gente souber dividir, para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado, sem ninguém nos ditar.
E, se um erro nos for apontado, é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar,
Pois, na escola da vida, primeiro, está saber estudar.

(Adaptado de um poema de José Carlos Ary dos Santos e de uma melodia de Fernando Tordo)

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Era uma escola muito engraçada…

ponte-debateVinícius de Moraes escreveu os versos de “A Casa”. Que dizia: “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada (…)”. E há algum tempo atrás eu descobri uma escola muito diferente que para mim terminava sendo tão engraçada quanto a casa do Vinícius, pois não tinha aula, série, prova, sala de aula, turma, reprovação e muitas outras coisas que vemos nas escolas que conhecemos. “E que escola maluca é essa ?”, você pode estar perguntando. É a Escola da Ponte. Quem falava muito dela era a Evelane, minha esposa. Ela só vivia falando que queria se mudar para Portugal e colocar os nossos filhos para estudarem lá na Ponte. E eu dizia que era exagero dela, mas quando li o livro “A Escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir” do Rubem Alves, fiquei deslumbrado. Na Ponte não havia nada daquilo que falei no início do texto, mas há: cooperação, autonomia, participação, ensino individualizado, respeito ao ritmo de cada um, apreendizado baseado no interesse do educando, cidadania, solidariedade, liberdade, … Só para você ter uma idéia, quem apresentou a escola ao Rubem Alves não foi o seu diretor, mas uma aluna de 10 anos de idade!!! E é uma escola que tem trabalhado de forma diferenciada desde 1975. Boa parte do livro pode ser lida a partir deste link. Vale a pena conferir.

ponte-assembleia

Um interessante pensamento do Prof. Celso Vasconcellos sobre a Ponte: “O projeto tem sua centralidade na pessoa. A Ponte é uma escola em que a pessoa é fundamento e finalidade do trabalho educativo.”

Dessa vez vou ficando por aqui, mas saiba que ainda falarei bastante sobre a Escola da Ponte e sobre outras experiências educacionais que se inspiram nela.

Para saber mais sobre a Escola da Ponte acesse:

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Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.

queijoA escritora mineira Adélia Prado afirma: “Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.

E Rubem Alves, explica: “O comer não começa com o queijo. O comer começa na fome de comer queijo. Se não tenho fome é inútil ter queijo. Mas se tenho fome de queijo e não tenho queijo, eu dou um jeito de arranjar um queijo…”

Isso tem tudo a ver com educação. O verdadeiro educador não é um mero transmissor de conhecimentos, mas alguém que sabe instigar no educando a fome de saber, a vontade de conhecer mais e mais. De que adianta querer dizer algo para alguém que não está interessado nesse algo?  É necessário despertar a curiosidade, atiçar a fome do educando. E como fazer isso? Um cara das antigas chamado Sócrates estabeleceu um método revolucionário para tal questão: ele chamou esse método de maiêutica ou parto intelectual. Dizia Sócrates que as pessoas são capazes de buscar as respostas de forma autônoma se forem questionadas devidamente. A pergunta é base do método socrático. Sim, devemos questionar, criar pontos de interrogação em nós mesmos e nos educandos. Isso é gerar a fome. E depois disso, partimos para as descobertas. Alguém pode dizer que esse processo é muito moroso. Eu diria que é lento, mas efetivo. Ao procurar as respostas, normalmente aprendemos muito mais do que o que estava dito na pergunta. E ainda ficamos preparados para o momento em que não teremos ninguém por perto para nos auxiliar mais diretamente, ou seja, aprendemos a pensar autonomamente. Eu também creio que o método “transmissivo”, no fim das contas, termina sendo ainda muito mais lento, pois exige muitas repetições e ainda termina por cair no esquecimento depois de pouco tempo, tendo em vista que não foi objeto de experimentação por parte do educando, mas de um mero “palavriado” por parte do “educador”.

Os professores normalmente chegam e vão falando e dando respostas a perguntas que não foram feitas. Muito do que é dito não é objeto de curiosidade ou necessidade do educando naquele dado momento. Então por que não invertemos a ordem das coisas? Por que não começar pelas perguntas? Eis o desafio. Iniciar pelo problema, pela dúvida, pelo objeto de curiosidade do educando. E ao refletir sobre como por em prática isso tudo, uma nova pergunta surge: “A dúvida de um, não é a dúvida do outro. E aí? Como fazer para atender a questionamentos indivivuais num ambiente coletivo?” Espero falar mais sobre isso em outro post, mas resumidamente a resposta está em estabelecer trabalhos e metas individuais ou em pequenas equipes com interesses comuns. Em outras palavras, não trabalhar de forma massificada, mas individualizada.

Um único professor falando a mesma coisa para 40 alunos  que têm interesses distintos é um desperdício! É dar queijo e faca para muitos que não estão com a mínima fome ou mesmo vontade de comer. Eu mesmo tenho agido assim e sei que preciso mudar. Refletindo sobre isso, pretendo efetivamente aprender a instigar a fome dos educandos. É uma árdua tarefa que pretendo abraçar. Não há receita pronta, nem mágica, mas um trabalho árduo, persistente e amoroso que deve ser empreendido para tocar o coração e a mente de cada educando individualmente. Sei que tal mudança não ocorre do dia para noite, mas ao longo de um período de muita maturação e experimentação contínua.

Para finalizar, algumas palavras do Rubem Alves que sintetizam nossas reflexões: “(… ) se o desejo for satisfeito, a máquina de pensar não pensa. Assim, realizando-se o desejo, o pensamento não acontece. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido perguntas.”

Indicações de leitura:

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“Não existe coisa mais importante que educar”

escola_da_ponteUm interessante pensamento do grande educador Rubem Alves que muito admiro:

“O estudo da gramática não faz poetas. O estudo da harmonia não faz compositores. O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. O estudo das “ciências da educação” não faz educadores. Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem. O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer. Quero educar os educadores. E isso me dá grande prazer porque não existe coisa mais importante que educar. Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver: aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida. Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros.

Fonte: http://www.rubemalves.com.br/conversacomeducadores.htm

Os grifos são meus e acredito muito no texto grifado.

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Presente de Natal ou Loucura Total?

Presente de NatalCaramba!!! Não sei como caracterizar essa notícia: O Rails e o Merb estão se unindo!!! Depois de muita confusão, vem a união. O Rails 3 será Rails + Merb!!! Teremos a simplicidade e popularidade do Rails integrada à flexibilidade, estabilidade e performance do Merb. Ao invés de fragmentar esforços e usuários, as equipes se unem e um Rails ainda mais poderoso desponta. Antes disso, teremos o Rails 2.3 que está previsto para janeiro de 2009. E, finalmente, o Rails 3.

railsPara mim e para muitos, isso parece loucura, pois o Merb surgiu justamente devido a divergências em relação a vários aspectos do Rails. Mas com o crescimento do Merb e algumas constatações práticas de suas virtudes, as equipes resolvem aliar esforços para fazer um poderosíssimo framework. Um Rails mais forte do que nunca!!!

Para quem quiser os recursos atuais do Rails somado à excelente perfomance e estabilidade do Merb, não haverá problema. Será o padrão. Mas se quiser algo diferente ou mesmo um Rails super enxuto (Rails Core) também poderá dispor.

merbO pessoal do Merb tem entre outras, a importantíssima missão de melhorar a performance do Rails e também de evitar o problema de quebra de plug-ins devido a atualizações do Rails para novas versões. Essas já são características do Merb que os usuários do Rails já admiram há algum tempo. A questão da estabilidade no funcionamento de plug-ins mesmo após atualizações do Rails vai ser tratada através de uma API voltada para extensões.

Assim espero que essa junção de esforços seja um verdadeiro presente de Natal para as comunidades do Rails e do Merb, exatamente como anunciam as palavras do David Hansson: “It’s christmas, baby, and do we have a present for you.” (“É Natal e nós realmente temos um presente para você”)

Algo parecido ocorreu no mundo Java quando os frameworks web concorrentes Struts e Webwork resolveram aparar as diferenças e se aliar para a construção do Struts 2. Foi uma decisão acertada e espero que o mesmo aconteça em relação ao Rails 3.

E para quem quiser mais detalhes é só acessar os seguintes links:

O Fábio Akita ficou tão surpreso com a novidade que disse o seguinte: “Sinceramente, era algo que eu não esperava tão cedo. Quer dizer, alguma coisa ia acontecer, mas não imaginei que fosse isso e nem que fosse tão cedo.” E termina revelando que ainda está meio  “pé atrás” com a notícia quando diz: “(…) vou segurar minhas fichas até ver como as equipes do Rails Core, do Merb Core e da Engine Yard vão se comportar de agora em diante.”

Aprendendo Ruby e Ruby on Rails

Para quem deseja aprender sobre a linguagem de programação Ruby e sobre o framework Ruby on Rails vale a pena dar uma olhada nos materiais a seguir.

rubyMaterial on-line, gratuito e em português sobre Ruby:

Tradução oficial do livro de Chris Pine “Learn to Program“. Ensina a arte da programação na linguagem Ruby e também pode ser usado como material introdutório sobre programação.

Os livros sobre Ruby em português são os seguintes:

railsMaterial on-line, gratuito e em português sobre Ruby on Rails:

Os livros sobre Rails em português são os seguintes:

E para manter-se atualizado acesse:

E para por a mão na massa com as primeiras práticas recomendo uma ferramenta que criamos chamada easy-rails que funciona no Windows e já vem com Ruby, Rails, além de vários complementos interessantes. Tudo super atualizado. Para usar o easy-rails é só descompactá-lo e partir imediatamente para sua utilização. Ele pode ser usado sozinho ou mesmo em parceria com o XAMPP ou XAMPPLite.

Resultados das Disciplinas de 2008

cefetpi1Abaixo os resultados das disciplinas que encerrei no segundo período de 2008.

Desenvolvimento de Software – 1º Ano – Algoritmos e Linguagens de Programação

  • Resultado Final (18/12/2008)
  • A recuperação foi dia 18 – quinta – 7:00 às 8:40

Desenvolvimento de Software – 2º Ano – Programação Orientada a Objetos

  • Resultado Final (17/12/2008)
  • A recuperação final foi dia 17 – quarta – 8:40 às 10:30

Técnico em Informática – Módulo 2 – Introd. à Programação Orientada a Objetos

  • Resultado Final (16/12/2008)
  • A recuperação foi dia 16 – terça – 14:40 às 16:30

PROEJA – Módulo 3 – Informática e Sociedade

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